Moro vai depor em Curitiba e Bolsonaro chama ex-ministro de ”Judas”

Entrevista coletiva sobre os dados do coronaviíus dos ministros Paulo Guedes, Sergio Moro, Henrique Mandetta e Braga Neto, no Plácio do Planalto. Sérgio Lima/Poder360 31.03.2020

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que pediu demissão do cargo na sexta-feira passada, dia 24 de abril, vai depor neste sábado, 2 de maio, na Polícia Federal em Curitiba. Ele será ouvido a respeito das acusações feitas ao anunciar sua saída do governo Bolsonaro.

Na quinta-feira, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal que colhesse o depoimento no prazo de cinco dias para que Moro esclareça as acusações. Depois da oitiva de Moro, o ministro estabelece que a PGR (Procuradoria-Geral da República) terá que se manifestar a respeito.

Moro acusou o chefe do Executivo, no dia 24, de querer interferir na autonomia da Polícia Federal. De acordo com ele, a intenção de Bolsonaro ao trocar o comando da PF seria aumentar a influência na corporação para ter acesso a informações sobre investigações em curso.

“O presidente queria alguém que ele pudesse ligar, colher informações, relatório de inteligência. Seja o diretor, seja o superintendente”, afirmou Moro.

Bolsonaro contra ataca:

Bolsonaro chamou Moro de “Judas” e insinuou que ele pode ter interferido em inquérito que investiga Adélio Bispo.

“Os mandantes estão em Brasília? O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, escreveu o presidente no Facebook, compartilhando um vídeo em que uma pessoa defende que Adélio não agiu sozinho ao esfaquear Bolsonaro em 2018.

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Guilherme Beraldo é jornalista e assina os sites 'Portal 4' e 'Aqui Tem Fofoca'. Crítico de TV, participou dos programas 'A Tarde É Sua', 'Mulheres', 'Versátil e Atual' e 'Conexão'. Siga-me no Twitter: @beraldotv