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Com um passado de glórias, futuro da Record é preocupante

Guilherme Beraldo

18/08/2021
Atualização:18 ago 2021 às 16:05

Com 68 anos nas costas, a Record TV, atualmente, não é nada do que foi lá no passado.

No dia 27 de setembro de 1953, entrava no ar o canal 7 de São Paulo. A emissora marcou época com seus Festivais, exibiu a Família Trapo e contou com Silvio Santos em sua grade na década de 70.

Após um declínio, que quase a levou à falência, Edir Macedo comprou a emissora em 1989.

Na ocasião, a Record tinha sumido do mapa de audiência em São Paulo. Até 1994, muitos telespectadores “esqueceram” da existência do canal.

Com uma programação sucateada e mambembe, mal lembrava os tempos áureos da emissora. Eram exibidos enlatados, além do famoso “Jornal da Tosse”, encerrado em 1996.

Com a compra do terreno na Barra Funda, em 1995, a Record começou a respirar. Entretanto, brigava com a Manchete, Cultura e até com a Gazeta, figurava entre a sexta e sétima colocação.

A Record só conseguiu se reerguer com o dinheiro da Universal, com investimento pesado e fazendo novelas “meia-boca”, no final da década de 90.

Com êxito com o Ratinho Livre, tirado pelo SBT em menos um ano depois.

Ana Maria Braga deu um gás no departamento comercial da emissora. Após a ida da loira para a Globo, em 1999, a recuperação só aconteceu no ano seguinte.

Só que “voltar para o jogo” não quer dizer que estava pronta para o combate.

Até 2004, o canal sonhava em ser líder de audiência, embora brigasse com a RedeTV!.  Na ocasião, a emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho tinhas apenas cinco anos de existência e brigava de igual para igual com o canal da Barra Funda.

A Record sempre quis ser “uma Globo” e nunca conseguiu. A dor de cotovelo é grande.

Também tentou copiar a popularidade do SBT, só que a emissora não tem um Silvio Santos em seu catálogo.

“A caminho da liderança” foi o slogan lançado e, em meio a isso, contratou meio mundo da Globo, reformulou telejornais, começou a produzir novelas (algumas boas, por sinal).

Entretanto, ao tentar ameaçar o canal dos Marinhos, foi com a guarda levantada, tomou uma de direita, caiu e foi à nocaute técnico.

Nesta quinta-feira (19), o SBT completa 40 anos. A Record briga muito mais com o canal de Silvio Santos do que com a Globo.

Líder, a emissora carioca esnoba e ignora a existência do canal 7. Não é uma ameaça.

O SBT, mesmo capegando em suas quatro décadas, por boa parte de sua história foi uma pedra no sapato da Globo. A própria emissora dos Marinhos reconhece isso.

O futuro da Record é preocupante. O que será do canal se um dia a igreja quebrar?

A emissora oferece hoje ao telespectador um jornalismo fechado com o Governo, novelas bíblicas cansativas e exibidas ao exaustão, sem grandes programas de auditório e sem um apresentador de peso com a cara da Record.

Não tem investimentos em esportes e não faz grandes realities shows em sequência. Todos mais saturados do que os trilhos do metrô da Estação Barra Funda, que passa próximo a sede da emissora, na rua da Várzea.

Aliás, se comparar a Record com um time de futebol podemos dizer que o canal é um time da série B, que está no campeonato principal sem saber jogar.

Os técnicos são ruins, jogadores (apresentadores) medianos, jornalistas (censurados, salvam-se alguns bons) e no ataque dois ou três apresentadores queridos pelo público.

Na arquibancada, consta um elenco de novela bíblica no setor A, com nomes de peso.

Claro, o mercado se abriu e onde há trabalho há vida.

No setor B, os figurantes da novelas, outros jornalistas ruins e sensacionalistas, apresentadoras (es) com o ego maior do que umbigo e a Igreja….

O SBT com 40 anos nas costas tem mais história do que a Record, próxima dos 70 anos.

E não estou sendo pago para escrever este texto…

Estou apenas preocupado com o futuro da Record

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Guilherme Beraldo

Guilherme Beraldo é jornalista , MTB: 90925, editor chefe, SEO e criador do site 'Aqui Tem Fofoca'. Crítico de TV, participou dos programas 'A Tarde É Sua', 'Mulheres', 'Versátil e Atual' e 'Conexão'. O Aqui tem Fofoca ganhou uma nova roupagem e um novo logo, acrescentamos o ''News''. A notícia não para.