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Opinião

Record é uma TV a caminho do fim

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Record

Já de muito tempo que a situação da Record TV, em São Paulo, além de preocupante, passou a despertar em todos um sentimento de dúvida.

“O que está acontecendo com a TV da Barra Funda?”. Com toda a dureza do termo, pelas sucessivas barbáries cometidas em sua programação por sua direção nos últimos anos, as notícias não são as melhores.

A emissora tem uma história dividida entre o “antes” e o ‘depois” da Igreja Universal. Sob a batuta de Paulo Carvalho de Machado, foi a TV dos festivais, revelou talentos e inovou ao colocar no ar a Família Trapo (1967-1971), produziu uma dezena de novelas no período em que a TV funcionava à base da manivela.

A TV Record foi a quarta emissora a operar no país, após a TV Tupi São Paulo (1950), a TV Tupi Rio de Janeiro (1951) e a TV Paulista (1952).

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No início de suas operações, a emissora ostentava grandes celebridades em seus programas musicais: Nat King Cole, Charles Aznavour, Ella Fitzgerald e Marlene Dietrich, são alguns exemplos.

Além disso, ainda contava com esportivos, teatrais, humorísticos e informativos de primeira linha.

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Em 1954, entrou no ar o Capitão 7, primeiro seriado produzido no Brasil, estrelado por Ayres Campos e Idalina de Oliveira. O produto permanceu no ar até 1966.

No mesmo ano, foi criado o programa Mesa Redonda, apresentado por Geraldo José de Almeida e Raul Tabajara. Em 1955, entrou no ar Grande Gincana Kibon, sendo apresentado por dezesseis anos.

No começo da década de 60, a Record ostentou o posto de “líder de audiência” e teve em seu elenco nomes consagrados como: Blota Júnior, Ronald Golias, Jô Soares, Hebe Camargo, Chacrinha, entre outros.

UNIVERSAL, DINHEIRO E A QUEDA:

Comprada em 1989 por Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record hoje é apenas uma TV que ocupa vice-liderança, com programação de terceira linha. Tudo, claro, por preguiça do SBT.

Em nada, lembra a Record dos tempos áureos. Suas desastradas administrações, chefiadas por pessoas totalmente estranhas ao meio, que não entendem bulhufas de televisão, só acumularam fracassos e a arrastaram ao estado atual.

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Trata-se de uma televisão que está indo ao caminho do fim. Neste ritmo, não dura mais uma década no posto que se encontra.

Sem poder reforçar seus quadros com mão de obra especializada, não existe esperança de vida para ela. Morte anunciada se alguém que entenda decentemente de televisão assume e toque o barco do “canal 7” de São Paulo.

Ou muda ou daqui alguns anos teremos uma RedeTV 2 (se a TV de Osasco ainda estiver no ar).

Com uma programação recheada de cultos em todos os horários, com um jornalismo partidário e novelas bíblicas e sem dinheiro, podemos esperar uma queda ainda maior na qualidade.

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