Bom filme de terror, sucesso de bilheteria e fraca adaptação
Com estreia no dia 17 de setembro, o novo filme do diretor Zach Cregger tem como objetivo apresentar novamente a série Resident Evil nos cinemas.
Dessa vez, é possível ver um carinho com o terror e o sentimento de tensão que os jogos trazem; porém, se não fosse o título e a menção à Umbrella, seria difícil dizer que essa é uma adaptação da franquia.
Sobre o filme
O filme conta a história de um entregador, interpretado por Austin Abrams, que se vê encurralado no meio de um surto na famosa Raccoon City.
O ator consegue entregar carisma, e é fácil se conectar com o personagem, que, além de apresentar seus dilemas pessoais, passa por muitos horrores dentro dos 95 minutos de filme (cerca de 1 hora e 35 minutos).
O roteiro fica por conta de Shay Hatten, que opta por criar um novo personagem em vez de utilizar algum rosto conhecido da franquia.
A mudança não fica apenas no protagonista: muitas criaturas que aparecem durante o longa são quase originais do diretor e desse universo, o que não deixa a obra menos tensa ou interessante, só torna a escolha curiosa.
Apesar das mudanças, é possível sentir muitos elementos clássicos, como o gerenciamento de recursos e o clima de que algo pode acontecer a qualquer momento. E realmente acontece, pois o filme tem um tom frenético e te deixa na ponta da cadeira o tempo inteiro.
Outro fator é que a cidade em muito se parece com a sufocante Raccoon City que conhecemos. Existem sequências de becos estreitos que te fazem voltar à época em que fugíamos de zumbis e cachorros no hardware limitado do PlayStation 1.
O diretor parece estar bem à vontade com o gênero, pois consegue dosar uma abordagem cômica e ácida (literalmente, em alguns momentos) com uma fotografia dinâmica e cenas que dão a dimensão do perigo vivido naquele lugar.
O protagonista também deixa as coisas mais fáceis e quebra o velho clichê de personagens com atitudes questionáveis em filmes de terror.
Bilheteria
Após seu primeiro final de semana em cartaz, o longa já bateu todas as adaptações anteriores, contando atualmente com mais de US$ 100 milhões em bilheteria, superando os números de US$ 26 milhões de Resident Evil 4: Recomeço, do diretor Paul W. S. Anderson.
Após lançar A Hora do Mal (Weapons) em 2025, Cregger acerta no terror e no clima deste novo projeto. Trata-se de um excelente filme de terror, porém de uma adaptação questionável, já que parece não adaptar o que a franquia tem como principal característica.
Apesar disso, o longa entrega bons momentos e bons sustos, firmando-se também como um dos filmes mais bem avaliados do diretor.
