Demorei alguns dias para escrever o texto onde o apresentador Ratinho foi transfobia com a Deputada Erika Hilton, a minha avó ensinou-me que as vezes não são bom entrar em buracos cheios de ratos — e o pior que estou indo na contra mão do conselho dela e estou fazendo faculdade de ciência política.
Ratinho exagerou e fez isso para abafar cortinas de fumaças. O seu filho, Ratinho Jr. sendo pré-candidato à presidência da República pelo ”centrão”. Quanto mais ratos sair da toca melhor para ele.
Existe uma diferença gritante de opinião jornalística e pessoal. Conheço dezenas de pessoas transexuais que o Ratinho ajudou e nunca precisou de holofote para isso.
As vezes moderar as palavras é o caminho mais correto. Não assisto o Ratinho, como critico de televisão acho o programa dele uma merda (essa é a minha opinião do programa), deveria parar e curtir os seus netos e fazendas e deixar espaço para quem tem raciocínio rápido para comandar um programa ao vivo. Já dizia o velho ditado: parar no auge é e melhor coisa.
A Erika vai sofrer ataques de todos os lados, mais vale aquela música do Belchior: ”ano passado mais este ano eu morro”.
Como jornalista LGBTQIAPN+ coloco os meus debaixo das minhas asas? O que eu puder defender até a última gota de suor estarei lutando? Somos resiliência, resistência e jamais vão nos calar.


